VOCÊ SABE ONDE FICA SUA PORTA DE ENTRADA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE?
Conhecer e defender a ampliação e o fortalecimento da Atenção Básica à Saúde é fundamental e faz toda a diferença nos indicadores de saúde, pois nota-se que a população busca por atendimento próximo da sua casa, busca a prevenção de agravos, o diagnóstico e o tratamento, contudo, nem sempre encontra e acaba recorrendo à Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, não por opção, mas por necessidade.
A Atenção Básica à Saúde é de responsabilidade do município e é desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas. Ela deve ser o contato preferencial dos usuários, a PRINCIPAL PORTA DE ENTRADA e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde.
Por isso, é fundamental que ela se oriente pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social.
As Unidades Básicas de Saúde instaladas perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem, desempenham um papel central na garantia à população de acesso a uma atenção à saúde de qualidade.
A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde da coletividade.
É desenvolvida por meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe. O conhecimento da população usuária do sistema de atenção à saúde e dos profissionais de saúde é o elemento básico que torna possível lutar pelo rompimento com a gestão baseada na oferta e defesa de discursos institucionais ou meramente políticos, características dos sistemas fragmentados, e instituir e defender a gestão com base populacional e conhecimento técnico, considerando as demandas e os direitos sociais.
Nesse sentido, entende-se que para mudar o olhar dos usuários, o olhar da gestão sobre a Atenção Básica deve ser priorizado e diferenciado, devido aos reflexos nos demais pontos de atenção, principalmente a superlotação das unidades de urgência e emergência com demandas de baixa gravidade. O Sistema Único de Saúde que queremos é aquele que juntos construímos.
Fonte: Política Nacional da Atenção Básica - Ministério da Saúde - 2012

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