Redução de filas, sonho ou realidade? Vamos tentar?
O atendimento em uma Unidade Básica de Saúde – UBS diferencia-se do atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA – 24 horas, pois a Atenção Básica trabalha em equipe, tem conhecimento prévio da população, por isso a orientação de procurar a UBS mais próxima da residência, possui, na maior parte das vezes, registros (histórico) em prontuário anterior à queixa aguda, possibilita o retorno com a mesma equipe de saúde, o companhamento do quadro e o estabelecimento de vínculo, o que caracteriza a continuidade do cuidado, e não somente um atendimento pontual.
O atendimento em uma Unidade Básica de Saúde – UBS diferencia-se do atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA – 24 horas, pois a Atenção Básica trabalha em equipe, tem conhecimento prévio da população, por isso a orientação de procurar a UBS mais próxima da residência, possui, na maior parte das vezes, registros (histórico) em prontuário anterior à queixa aguda, possibilita o retorno com a mesma equipe de saúde, o companhamento do quadro e o estabelecimento de vínculo, o que caracteriza a continuidade do cuidado, e não somente um atendimento pontual.
A Política Nacional de Humanização busca efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. Tema relevante, já que o processo depende de todos os envolvidos para ter sucesso e alcançar os resultados almejados.
Resultados que buscamos:
- Redução de filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso;
- Atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco;
- Implantação de modelo de atenção com responsabilização e vínculo;
- Garantia dos direitos dos usuários;
- Valorização do trabalho na saúde;
- Gestão participativa nos serviços.
No SUS há inúmeros desafios a enfrentar.
O modelo de atenção e modos de pensar e organizar os sistemas e serviços de saúde a partir de opções técnico-políticas, devem ser objeto de atenção especial, na medida em que influenciam fortemente o modo como os indivíduos e coletivos serão concretamente cuidados no cotidiano.
Sendo assim, é fundamental existirem não somente serviços de saúde em quantidades adequadas, mas também que esses serviços sejam articulados de maneira complementar e não competitiva, na perspectiva de redes de atenção, que sejam capazes de responder às necessidades de todos e de cada um, de maneira singular, integral, equânime e compartilhada.
Além de ser uma das principais portas de entrada do sistema de saúde, a atenção básica tem que se constituir numa “porta aberta” capaz de dar respostas “positivas” aos usuários, não podendo se tornar simplesmente um lugar burocrático e obrigatório de passagem para outros tipos de serviços.
Mas afinal, o que é acolhimento?
Poderíamos dizer, genericamente, que o acolhimento é uma prática presente em todas as relações de cuidado, nos encontros reais entre trabalhadores de saúde e usuários, nos atos de receber e escutar as pessoas, podendo acontecer de formas variadas.
Em destaque, o ACOLHIMENTO como dispositivo de organização do processo de trabalho em equipe, a implantação de acolhimento da demanda espontânea e DIFERENTES MODELOS E MÉTODOS DE AGENDAMENTO DE CONSULTAS “pede” e provoca mudanças nos modos de organização das equipes, nas relações entre os trabalhadores e nos modos de cuidar. Para acolher a demanda espontânea com equidade e qualidade, não basta distribuir senhas em número limitado (fazendo com que os usuários formem filas na madrugada), nem é possível (nem necessário) encaminhar todas as pessoas ao médico (o acolhimento não deve se restringir a uma triagem para atendimento médico).
Organizar-se a partir do acolhimento dos usuários exige que a equipe reflita sobre o conjunto de ofertas que ela tem apresentado para lidar com as necessidades de saúde da população, pois são todas as ofertas que devem estar à disposição para serem agenciadas, quando necessário, na realização da escuta qualificada da demanda.
Assumir efetivamente o acolhimento como diretriz é um processo que demanda transformações intensas na maneira de funcionar a atenção básica. Isso requer um conjunto de ações articuladas, envolvendo usuários, trabalhadores e gestores, pois a implantação do acolhimento dificilmente se dá apenas a partir da vontade de um ator isolado, nesse sentido, todos os trabalhadores, cada um com sua responsabilidade, fazem a diferença, por se tratar de equipe.
No que se refere à definição de intervenções segundo a ESTRATIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DO USUÁRIO (mediante avaliação de risco e vulnerabilidade) em “não agudo” (intervenções programadas) e “agudo” (atendimento imediato, prioritário ou no dia), o que se pretende é que a necessidade do usuário seja estruturante do tipo e do tempo das intervenções, materializando, aqui, o princípio da equidade.
Torna-se necessário, portanto, refletir sobre o acesso da população aos serviços de atenção básica e os possíveis fatores que possam favorecer ou dificultar a entrada do usuário no sistema de saúde. A participação social, também é de suma importância neste processo.
Vamos tentar?
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/sas/humanizasus



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